Formas de prevenção e impactos da poluição do meio ambiente nas doenças respiratórias

As causas das doenças respiratórias são diversas. Envolvem principalmente poluição do meio ambiente e hábitos de vida. Uma carta aos chefes de estado do G20 escrita por 350 organizações representando mais de 40 milhões de profissionais de saúde e mais de 4.500 profissionais de saúde individuais de 90 países diferentes revela o quanto somos frágeis quando um vírus como o coronavírus surge em nossa sociedade. Na opinião desses profissionais, os efeitos provocados pela Covid-19 poderiam ser mitigados ou minimizados, caso houvesse investimento em saúde pública e gestão ambiental. No documento, há um pedido para que os governos estejam atentos ao modo como os recursos serão destinados e os impactos a curto e longo prazo na saúde da população. Os profissionais de saúde pedem para que a proteção e a promoção da saúde sejam incluídas nesse plano de retomada pós-Covid-19.

O pedido é importante, uma vez que dados do Saúde Brasil 2018, pesquisa do Ministério da Saúde, mostram que de 2006 a 2016 houve um aumento de 14% nasmortes por Doenças Crônicas não Transmissíveis (DCNT) em decorrência da poluição atmosférica. O número de mortes evitáveis por essas doenças cresceu, assim como a exposição ao O3 (poluição) em todo o país, com destaque para os grandes centros urbanos e estados castigados pelas queimadas.

Dados recentes divulgados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) no relatório “Poluição do ar e Saúde Infantil” mostram que a poluição do ar tem um vasto impacto sobre a saúde e a sobrevida das crianças. Em nível global, 93% de todas as crianças vivem em ambientes com níveis de poluição do ar acima dos recomendados pelas diretrizes da OMS. Mais de uma em cada quatro mortes de crianças com menos de 5 anos de idade está direta ou indiretamente relacionada aos riscos ambientais. A poluição do ar, tanto no ambiente como nos domicílios, contribui para infecções do trato respiratório que, em 2016, resultaram na morte de 543.000 crianças com menos de 5 anos em todo o mundo.

Investimento em educação em saúde e no autocuidado

Considerando que a busca por energias mais limpas se faz necessária, mas requer uma série de fatores políticos e econômicos para colocar em prática, ainda assim, empresas de saúde podem contribuir subsidiando pesquisas que mostram o impacto da poluição na saúde respiratória das pessoas e usando o advocacy* como forma de pressionar mudanças importantes nas políticas públicas de saúde e ambientais.

Além disso, as operadoras podem contribuir grandemente investindo no autocuidado e na educação em saúde. Algumas iniciativas podem contribuir para prevenir e diminuir a mortalidade por infeções respiratórias, especialmente neste momento em que a pandemia do Coronavírus fez as estatísticas aumentarem em 1000% o número de mortes por doenças respiratórias segundo dados do Portal da Transparência dos Cartórios. Confira algumas iniciativas para prevenir as infecções respiratórias:

  1. Identificar os fatores de risco no ambiente do paciente que possam contribuir para o desenvolvimento de doenças respiratórias. Fazer perguntas sobre o local onde a pessoa mora auxilia a identificar esses fatores.
  2. Incentivar a vacinação contra a gripe. Estudos internacionais referem que a vacinação pode diminuir entre 32% e 45% o número de hospitalizações por pneumonias e em 39% a 75% a mortalidade global entre os idosos.
  3. Monitorar pacientes com doenças respiratórias, acompanhando exames de rotina e o tratamento correto para evitar complicações, auxiliando inclusive no acesso a medicamentos.
  4. Promover campanhas educativas para as doenças respiratórias de maior prevalência como a asma, doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), rinite, sinusite, entre outras, de modo a aumentar o diagnóstico e tratamento precoces, evitando complicações e internações. Aqui também é preciso citar campanhas que estimulem a cessação do tabagismo, fator de risco para DPOC.

O uso de um software de gestão da saúde auxilia na coleta de dados e monitoramento da saúde dos beneficiários, permitindo uma diminuição dos custos com saúde ao mesmo tempo em que possibilita uma maior qualidade de vida para o paciente. A ForMedici tem a melhor solução para você, profissional de saúde. Entre em contato conosco: contato@formedici.com.br ou  (14) 3234-3335 / (14) 3226-2404

Referências pesquisadas:

Carta aos chefes de Estado do G20. Disponível em: https://healthyrecovery.net/letter/letter-portuguese/

Poluição do ar e saúde infantil. Disponível em: https://iris.paho.org/bitstream/handle/10665.2/51780/OPASBRA19004_por.pdf?sequence=1&isAllowed=y

Cobertura vacinal está relacionada à menor mortalidade por doenças respiratórias. Disponível em: https://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_abstract&pid=S1413-81232013000500031&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt

*Advocacy é uma prática de cidadania, por meio da argumentação e defesa de direitos de grupos da sociedade, a fim de influenciar na implementação de políticas públicas.

Por Camila Leal, especial para a ForMedici

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