É comum se dizer que a mulher é mais preocupada com a saúde do que o homem, mas  esta não é uma constatação baseada somente nos estereótipos. Um estudo realizado pelo Ministério da Saúde e Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostrou que 78% das mulheres entrevistadas haviam realizado uma consulta nos últimos 12 meses, enquanto no público masculino, o resultado foi de 63%.

A edição da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) teve abrangência nacional e reuniu dados entre 2013 e 2014, por meio de entrevistas em domicílio.

Em geral, as mulheres são incentivadas a realizar consultas e exames de rotina desde cedo, o que colabora diretamente na manutenção da saúde e principalmente na prevenção de doenças, refletindo também, em maior expectativa de vida. Dados de 2019, do IBGE, apontam que a expectativa de vida da mulher ao nascer é de 80 anos, já para os homens, é de 73 anos.

Apesar de todos esses dados positivos em relação à saúde feminina, é importante manter a atenção sempre, mesmo porque, as mulheres sofrem de inúmeras doenças, muitas vezes associadas ao seu estilo de vida.

Estilo de vida X problemas de saúde

A mulher enfrenta diariamente uma dupla jornada. Precisa ter um emprego remunerado e, na maior parte dos casos, ainda se dedicar às tarefas domésticas e às responsabilidades com os filhos e a família. Assim, os cuidados com a própria saúde podem ficar em segundo plano.

A participação feminina no mercado de trabalho está consolidada e tem crescido, inclusive, no que se refere ao número de mulheres em cargos de liderança. Esse é, sem dúvida, um grande avanço, porém, as mulheres ainda não se encontram livres de desconfianças quanto à execução de suas tarefas e sua produtividade.

Sendo assim, geralmente as mulheres precisam se empenhar em dobro para que seu bom desempenho e seus méritos sejam reconhecidos, e toda essa pressão pode desencadear em sérios problemas, tanto físicos, como psicológicos.

Esse ritmo de vida acelerado, vivido pela mulher contemporânea, tende a provocar a adoção de outros hábitos não saudáveis, como má alimentação e horas de sono insuficientes. Além disso, a falta de tempo dificulta a prática de exercícios físicos regulares.

Pressão, estresse, sedentarismo e dieta inadequada estão entre os principais causadores de doenças de todo tipo, que afetam profundamente a qualidade de vida das mulheres.

O estresse causado pela pressão do dia a dia pode ter efeitos bastante sérios na vida de uma pessoa, como dificuldades para dormir, problemas gástricos ou intestinais e até doenças cardiovasculares.

Fatores genéticos, atuação de hormônios e o estresse estão relacionados ao aparecimento de depressão em mulheres, que apresentam até duas vezes mais chances de desenvolver a doença do que homens.

Situações que geram alto nível de estresse podem causar também alterações alimentares, como perda de apetite ou consumo excessivo de alimentos. Esses transtornos são prejudiciais à saúde e podem causar doenças como anorexia ou obesidade, por exemplo.

Em complemento, o sedentarismo associado a uma alimentação inadequada favorece o surgimento de hipertensão e aumento do colesterol que, se não for tratado, levará a doenças cardiovasculares mais graves, como infarto e AVC. No Brasil, essas são as duas doenças que mais levam mulheres com idade entre 30 e 69 anos ao óbito.

Em paralelo, está a obesidade, que é um fator de risco e tanto para o desenvolvimento de doenças como diabetes, colesterol alto, doenças do coração e até mesmo câncer.

Essas doenças são potencializadas pelo fator idade e pelo consumo de bebidas alcoólicas, cigarro e drogas. Por isso, há a necessidade de introduzir medidas preventivas e educativas que acompanhem a mulher por toda a vida.

Como campanhas de prevenção podem ajudar

A medicina preventiva pode ajudar na prevenção de doenças causadas pelo sedentarismo e pela pressão por desempenho no trabalho das mulheres, por meio de campanhas e treinamentos realizados por setores e profissionais da área da saúde voltados para esse público.

Essas campanhas devem ter como objetivos a disseminação de conhecimento a respeito das doenças mais comuns e dos seus riscos para a saúde, alertar sobre a importância de aderir hábitos de vida mais saudáveis, além de ressaltar a relevância do diagnóstico precoce.

Dessa forma, algumas ações podem ser realizadas para atender a essa demanda.

  • Dia de combate à hipertensão – Pode ser estipulado um dia para oferecer palestras voltadas a maneiras de prevenir e tratar a pressão alta em mulheres, tirando todas as dúvidas e desmistificando tabus. Em complemento, podem ser instalados postos em lugares estratégicos para aferição da pressão e orientação individual.
  • Projeto controle de peso – Disseminar informações sobre a gravidade e os riscos da obesidade em mulheres, por meio de palestras e ferramentas digitais. Aliado a isso, podem ser ministrados cursos de culinária saudável e parcerias com academias para incentivo à prática de exercícios físicos, além de orientá-las sobre a importância do acompanhamento com nutricionistas.
  • Cuidados com a depressão – É preciso levar ao conhecimento da mulher que ela não está sozinha e que precisa procurar ajuda quando não se sente bem.
    Portanto, desenvolver campanhas de incentivo ao acompanhamento psicológico é fundamental, para isso, pode ser aproveitada a temática do setembro amarelo, quando a maioria das pessoas estão sensíveis ao tema.
    Uma outra ação interessante é promover a prática de atividades que proporcionam relaxamento e alívio do estresse.
    Medidas com esse foco não devem se concentrar somente no setembro amarelo, os esforços no combate à depressão podem e devem estar presentes o ano todo.
  • Saúde do coração – As mulheres precisam estar conscientes acerca da importância da prevenção de doenças cardiovasculares. Nesse sentido, realizar campanha para estimulá-las a visitar um cardiologista anualmente pode ser bastante eficaz.
  • Combate à diabetes – A diabetes é uma doença silenciosa e, por esse motivo, requer atenção redobrada. Sendo assim, é essencial orientar as mulheres sobre a importância da adoção de hábitos saudáveis. Destinar um período para palestras de orientação e incentivar consultas de rotina são boas alternativas.

Essas iniciativas, se aliadas à tecnologia, podem apresentar qualidade superior e alcançar um número muito maior de pessoas, gerando melhores resultados, no que diz respeito à abrangência de ações de melhoria da saúde da mulher.

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Saúde da Mulher – programas de prevenção para doenças relacionadas com sedentarismo e a pressão por desempenho

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